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Ghelman Dentistas

PACIENTES ESPECIAIS


P: Tenho 67 anos e preciso fazer um tratamento odontológico extenso. Faço acompanhamento com um cardiologista há vários anos que me disse que tenho prolapso de válvula mitral. Além disso, sou hipertenso e tomo um diurético e AAS infantil diariamente. Para fazer meu tratamento dentário tenho que ter vários cuidados, segundo disse meu médico. Gostaria de um maior esclarecimento sobre o assunto.
- Cléber ( Rio de Janeiro )

R: Segundo o descrito na carta do leitor existem alguns cuidados que devem ser atentados em relação a alguns procedimentos odontológicos.

Existem situações em que, para pacientes que possuem prolapso valvular, o uso de antibiótico profilático é recomendado. Essas situações envolvem procedimentos que poderão levar a algum tipo de sangramento, como por exemplo, tratamentos periodontais e extrações. Essa medida é para se evitar uma infeção cardíaca chamada de endocardite bacteriana, que pode ocorrer em decorrência de bactérias orais que podem chegar ao coração através da corrente sangüínea. Em pacientes com alterações cardíacas, inclusive a descrita pelo leitor, o coração fica mais vulnerável à colonização bacteriana. Em relação à hipertensão deve-se atentar para o uso de anestésico sem vasoconstritor para se manter a pressão arterial em equilíbrio. O ácido acetilsalicílico (AAS) é usado como um antiagregante plaquetário, bom para pacientes hipertensos, pois o sangue flui livre de formação de coágulos. Antes de qualquer procedimento cruento, ou seja, que envolva sangramento, deve-se suspender pelo menos em sete dias esse medicamento. Entretanto, antes da elaboração de um plano de tratamento adequado definitivo, uma interação entre o dentista e cardiologista ou clínico é recomendada para consultas seguras e saudáveis para o paciente.


P: Tenho pressão alta e toda vez que vou ao dentista fico muito nervoso, pois tive trauma quando era criança. Esse nervosismo pode me causar algum problema mais sério?
- Walter ( Angra dos Reis )

R: O paciente cardiopata, ou seja, que possua alguma doença cardiovascular, é considerado um paciente especial, pois certas medidas e cuidados devem ser tomados. Sempre que o dentista identificar que o paciente possui alguma alteração cardíaca ele irá avaliar o risco e o controle da doença. Uma interação com o cardiologista também é muito importante para que o dentista se adapte às necessidades do paciente.

O dentista irá sempre se esforçar para que o paciente se sinta o mais confortável e o menos ansioso possível no consultório odontológico, e mais particularmente o paciente hipertenso, pois se sabe que o estresse e a ansiedade são considerados fatores que elevam a pressão sangüínea. Em certas ocasiões o dentista poderá lançar mão de pré-medicação ansiolítica (calmante).

Outro fator de bastante relevância para o paciente hipertenso é o uso de anestésicos com vasoconstritores. O uso de agentes vasoconstritores ou não e a dosagem a ser indicada dependerão dos procedimentos clínicos a serem feitos, assim como da severidade da hipertensão.

As visitas ao cardiologista para o controle de sua hipertensão são muito importantes. Não se esqueça também de relatar ao dentista seu problema para que ele tome as medidas necessárias para o sucesso de seu tratamento.

O paciente diabético em odontologia

O paciente diabético é considerado um paciente especial, pois certos cuidados adicionais em relação aos pacientes sãos devem ser tomados. É estimado que cerca de 7,6% da população adulta no Brasil são portadores de diabetes. Sendo assim, o número de pessoas que diabéticas que realizam tratamento odontológico é bem relevante.

Os pacientes diabéticos podem ser divididos em dois grupos: diabetes tipo um e tipo dois. O primeiro grupo envolve pacientes que dependem de insulina para o controle da doença e que já nasceram com a doença (congênita). Este grupo requer maior cuidado, pois a descompensação dos diabetes ocorre mais facilmente comprometendo a saúde do indivíduo. Apenas 10% dos diabéticos são deste primeiro grupo. Já a diabetes tipo dois é considerada uma diabetes mais branda, tendo sido adquirida pelo indivíduo ao longo da vida, por diversos fatores. O paciente controla a doença sem o uso da insulina, apenas obedecendo algumas normas alimentares e acompanhamento regular com seu médico. Este grupo envolve 90% do total de diabéticos.

Os pacientes diabéticos compensados, ou seja, que controlam a doença, não apresentam maiores riscos ao tratamento odontológico, porém a diabetes descompensada apresenta uma série de riscos que envolvem alguns cuidados. O fator mais importante em relação ao diabético diz respeito ao uso de anestésicos. Geralmente o portador desta doença é também portador de hipertensão arterial e o uso de anestésicos com vasoconstritores, substância que aumenta a pressão sangüínea, e a duração do efeito anestésico, pode causar taquicardia e causar descompensação no paciente. Outro problema que a diabetes causa é a maior facilidade que os portadores da doença têm em desenvolver doenças bucais em relação a aqueles sãos. Pessoas diabéticas desenvolvem e agravam mais facilmente problemas periodontais, candidíase e outras infecções causadas por fungos e bactérias. Além disso, diabéticos mal compensados têm um processo de cicatrização deficiente e maior risco de desenvolver cáries devido à presença de glicose no meio bucal. É importante ressaltar que infecções orais podem ter relação com o controle da doença, sendo elas responsáveis por possíveis descompensações da diabetes.

Portanto, são de suma importância as visitas regulares ao dentista de portadores de diabetes em intervalos menores do que as pessoas sem a doença. Qualquer alteração na boca, como sangramento gengival, inchaços, ulcerações, deve ser comunicada imediatamente ao dentista. O paciente diabético deve informar todo o seu histórico da doença ao profissional, assim como informar ao médico que o acompanha para que os profissionais possam interagir, com o objetivo de manter sempre o paciente estável e o mais saudável possível.


P: Estou com muita dor de dente há 4 dias e nenhum remédio faz efeito. Semana que vem faço cinco meses de gravidez e tenho medo de tratar esse dente e causar algum problema com o bebê. O que devo fazer?
- Fátima ( Rio de Janeiro )

R: As gestantes devem tomar certos cuidados adicionais com sua saúde pois algumas doenças e outros problemas durante a gestação podem repercutir no bebê que está por vir. Com a saúde oral não é diferente. Além dos cuidados habituais com a higiene oral a gestante deve fazer uso do açúcar de modo que não comprometa seus dentes, gengivas e não acostume o feto com essa substância.

O primeiro e último trimestre são os períodos em que o tratamento odontológico na gestante é realizado com maior tranqüilidade, sem maiores riscos a gravidez. Porém, cuidados com anestésicos e com os riscos de possíveis infecções, assim como o segundo trimestre deverão ser redobrados. O segundo trimestre é o que oferece maiores riscos à gestante. No seu caso, você deve procurar imediatamente um dentista para tirá-la do quadro de dor e juntamente com o médico que acompanha a gravidez realizar um plano de tratamento levando em consideração a relação "custo x benefício", tanto para a gestante quanto para o bebê, dos procedimentos a serem executados.



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